📄 CARTA ABERTA À SOCIEDADE E À SMED
Como cuidar da saúde se a própria Secretaria Municipal de Educação dificulta o autocuidado?
Nós, profissionais da educação, viemos por meio desta carta aberta denunciar uma realidade que está adoecendo – literalmente – nossos colegas de trabalho.
A cada dia, mais trabalhadores da educação estão enfrentando problemas de saúde física e emocional. Após meses aguardando uma consulta no SUS, finalmente conseguem um atendimento. No entanto, o que deveria ser um passo em direção à recuperação se torna mais um obstáculo: a SMED não reconhece os comprovantes de comparecimento a exames e consultas como justificativa válida de ausência.
Esse posicionamento é inaceitável. Como manter a saúde em dia se nem o direito básico ao tratamento é respeitado? Como cuidar de si, se a própria Secretaria que deveria zelar por seus profissionais se recusa a acolher suas necessidades?
É preciso lembrar que cada servidor da educação é uma pessoa única, com suas próprias realidades: filhos, contas, dívidas, ausência de plano de saúde, moradia, alimentação, transporte. São muitos os que dependem exclusivamente do SUS e, quando conseguem atendimento, não conseguem dar continuidade ao tratamento por medo de penalizações e faltas injustificadas.
A rotina já é exaustiva. A carga emocional, imensa. E ainda assim, somos cobrados constantemente por desempenho, resultados e presença. Mas como entregar tudo isso sem saúde?
Essa carta é um apelo por respeito, dignidade e humanidade. A educação começa pelo cuidado com quem educa. Não se pode exigir excelência de profissionais que são impedidos até mesmo de cuidar da própria saúde.
Exigimos que a SMED reveja imediatamente essa postura. Comprovantes de atendimento médico e exames devem ser aceitos. A saúde dos servidores não pode continuar sendo negligenciada.
Cuidar da saúde não é privilégio. É um direito